Governo Lula prepara medidas para evitar greve de caminhoneiros diante da alta dos combustíveis
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar, na manhã desta quarta-feira (18), um pacote de medidas para tentar evitar uma possível greve de caminhoneiros, em meio à alta dos preços dos combustíveis no país.
As ações serão detalhadas durante cerimônia no Ministério dos Transportes, em Brasília, a partir das 10h. O evento deve contar com a presença do ministro Renan Filho e do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.
A possibilidade de paralisação voltou ao radar do governo após a recente alta no preço do diesel e o aumento da insatisfação entre caminhoneiros, que consideram insuficientes as medidas adotadas até agora.
No último dia 12 de março, o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e criou uma subvenção que poderia reduzir o preço em até R$ 0,64 por litro em alguns casos. No entanto, no dia seguinte, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A, o que, segundo a categoria, acabou anulando parte do impacto esperado.
Fiscalização do frete entra no pacote
Além de tentar conter a alta dos combustíveis, o governo também deve anunciar medidas para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete, uma das principais reivindicações dos caminhoneiros.
A tabela, criada por lei em 2018 após a greve nacional da categoria, estabelece valores mínimos com base em critérios como número de eixos do caminhão, peso da carga e distância percorrida. No entanto, motoristas afirmam que a falta de fiscalização tem dificultado o cumprimento efetivo da norma.
A expectativa é de que o governo aumente a rigidez na fiscalização e amplie as punições para empresas que descumprem a regra de forma recorrente.
Greve ainda não tem data definida
Apesar da crescente mobilização, lideranças do setor afirmam que ainda não há uma data definida para o início de uma eventual greve. Ainda assim, há indicativos de apoio significativo à paralisação, tanto entre caminhoneiros autônomos quanto entre profissionais ligados a transportadoras.
O cenário mantém o governo em alerta, diante do risco de impactos econômicos e logísticos em caso de uma nova paralisação nacional.




