--:--
--:--
  • cover
    Estamos Ao Vivo

Ao Vivo

--:--
--:--
  • Rádio Web
  • cover
    Estamos Ao Vivo
Edit Template

Senado aprova projeto que torna misoginia crime equivalente ao racismo

misoginia

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que passa a criminalizar a misoginia, equiparando essa prática ao crime de racismo no Brasil. A proposta foi aprovada por unanimidade e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O texto define misoginia como qualquer atitude que expresse ódio, aversão ou discriminação contra mulheres, baseada na ideia de superioridade masculina.

O que muda com o projeto

Com a aprovação, a proposta altera a legislação atual para incluir a misoginia na Lei do Racismo. Na prática, isso significa que esse tipo de crime poderá ser considerado:

  • Imprescritível (sem prazo para punição)
  • Inafiançável
  • Sujeito a penas mais severas

As penalidades previstas incluem:

  • Reclusão de 2 a 5 anos, além de multa, em casos de injúria misógina
  • Prisão de 1 a 3 anos para quem praticar, induzir ou incitar discriminação contra mulheres

Condutas que passam a ser crime

O projeto prevê punição para diferentes situações, como:

  • Ofensas à dignidade ou ao decoro de mulheres motivadas por misoginia
  • Discursos ou ações que incentivem preconceito ou discriminação
  • Comportamentos que reforcem a ideia de superioridade masculina

Tramitação do projeto

O Projeto de Lei 896/2023 é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e teve como relatora a senadora Soraya Thronicke.

Após a aprovação no Senado, o texto ainda passará pelas seguintes etapas:

  • Análise na Câmara dos Deputados
  • Caso aprovado, envio para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
  • Publicação no Diário Oficial para entrar em vigor

Se houver veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional para nova análise. Caso seja rejeitado pela Câmara, será arquivado.

Importância da medida

Durante a votação, a relatora destacou que a misoginia está frequentemente na origem de diversas formas de violência contra mulheres.

Segundo ela, comportamentos discriminatórios podem começar de maneira sutil e evoluir para situações mais graves, o que reforça a necessidade de uma legislação mais rígida.

Combate à violência contra mulheres

A proposta busca fortalecer o enfrentamento à violência de gênero no país, especialmente em ambientes como a internet, onde discursos misóginos têm ganhado cada vez mais espaço.

Ao equiparar a misoginia ao racismo, o projeto amplia a proteção legal às mulheres e prevê punições mais duras para práticas discriminatórias.

Você pode gostar...

Conteúdo relacionado.