PF e CGU deflagram operação para apurar desvio de recursos públicos no interior da Bahia
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na última quarta-feira, uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos no interior da Bahia. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Serrinha, Santaluz, Araci, Salvador e Feira de Santana.
A investigação tem como foco contratos de locação de veículos firmados pela Prefeitura de Serrinha entre 2017 e 2024. Há indícios de fraude em processos licitatórios que teriam favorecido uma empresa específica, comprometendo a concorrência e causando prejuízos aos cofres públicos.
Segundo a apuração, o esquema envolveria integrantes da gestão municipal, servidores públicos e empresas privadas. As irregularidades apontam para um possível direcionamento de licitações, garantindo a contratação recorrente da mesma empresa para prestação de serviços de locação de frota.
De acordo com a Polícia Federal, após a formalização dos contratos, parte dos valores — oriundos de superfaturamento e de serviços não executados — seria desviada e repassada a agentes públicos e gestores. Os pagamentos teriam sido realizados tanto por meio de transferências bancárias quanto em dinheiro em espécie.
O empresário investigado é ex-prefeito de um município da região e atualmente exerce mandato na Assembleia Legislativa da Bahia. A possível ligação entre agentes públicos e a empresa investigada reforça a suspeita de um esquema estruturado para beneficiar interesses específicos dentro da administração.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e quantias em dinheiro. Todo o material será submetido à perícia, com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão do suposto esquema.
As autoridades informaram que as apurações seguem em andamento e buscam esclarecer todas as etapas do caso, além de responsabilizar os envolvidos e, se confirmadas as irregularidades, recuperar recursos públicos eventualmente desviados.
A operação chama a atenção para a necessidade de reforço nos mecanismos de controle e transparência na gestão pública, especialmente em contratos de grande impacto financeiro. A população aguarda os desdobramentos com expectativa por respostas e medidas que evitem novos casos semelhantes.




