O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), gerou repercussão nas redes sociais após comentar sobre trabalho infantil durante uma entrevista.
Ao abordar o tema, Zema afirmou que crianças e adolescentes podem auxiliar em tarefas simples, desde que haja proteção, regulamentação e que a atividade não prejudique os estudos. A declaração provocou reações imediatas de políticos e usuários nas redes sociais.
Entre os críticos, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a fala como um retrocesso. O vereador Pedro Rousseff (PT-MG) também criticou a declaração, enquanto o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que defender o trabalho infantil transmite uma mensagem preocupante à sociedade.
Após a repercussão, Zema utilizou as redes sociais para esclarecer sua posição. Segundo ele, a defesa é pela ampliação de oportunidades para jovens ingressarem mais cedo no mercado de trabalho de forma legal, protegida e sem comprometer a educação.
O governador citou exemplos de países onde adolescentes podem trabalhar de maneira regulamentada e reforçou que o debate deve focar em alternativas reais de inclusão e formação profissional.
No Brasil, a legislação permite a participação de adolescentes a partir dos 14 anos em programas de aprendizagem, como o Jovem Aprendiz. As regras são definidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Lei da Aprendizagem, que estabelecem limites de jornada e garantias para que a atividade profissional não prejudique o desempenho escolar.




