As ações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) provocaram um prejuízo estimado em R$ 102 milhões às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) entre agosto de 2023 e maio de 2026.
Coordenada pela Polícia Federal, a força-tarefa reúne integrantes das polícias Federal, Civil, Militar, Penal e demais órgãos de segurança com o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas principalmente com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
Além das prisões de lideranças criminosas, a estratégia da FICCO tem como foco o enfraquecimento financeiro das facções, por meio da apreensão de bens, bloqueio de contas bancárias e rastreamento de recursos obtidos de forma ilícita.
Mais de 400 mandados cumpridos
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a FICCO cumpriu 402 mandados de busca e apreensão desde sua implantação no estado.
Nesse mesmo período, foram executados 210 mandados que contribuíram diretamente para o bloqueio de bens e valores ligados às organizações criminosas, resultando no prejuízo estimado de R$ 102 milhões.
Segundo a SSP-BA, grande parte das capturas realizadas envolveu lideranças do PCC e do Comando Vermelho que estavam escondidas em outros estados brasileiros e até fora do país.
Prisões interestaduais e internacionais
Um dos casos mais recentes ocorreu em 22 de maio, quando as FICCOs da Bahia e de São Paulo, com apoio da Polícia Militar paulista, prenderam na capital paulista um dos líderes de uma facção criminosa com atuação na região sudoeste da Bahia.
As investigações também alcançaram criminosos que tentavam escapar para outros países. A Bolívia tem sido apontada pelas autoridades como um dos principais destinos utilizados por lideranças das facções para fugir da Justiça brasileira.
No dia 10 de maio deste ano, o traficante Kleber Nóbrega Pereira e sua companheira, apontados como líderes do Comando Vermelho na Bahia, foram presos em território boliviano após uma operação baseada no compartilhamento de informações entre a FICCO/BA e a Interpol.
Após os procedimentos de extradição, o casal desembarcou sob escolta policial no Aeroporto Internacional de Salvador no dia 16 de maio.
Bahia foi pioneira no Nordeste
A Bahia foi o primeiro estado da Região Nordeste a implantar uma unidade da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado. O modelo foi criado inicialmente em Minas Gerais, em 2022, e atualmente está presente no Distrito Federal e em outros 17 estados brasileiros.
Para as autoridades de segurança, a atuação integrada tem sido fundamental para atingir não apenas os integrantes das organizações criminosas, mas também suas estruturas financeiras, consideradas essenciais para a manutenção das atividades ilegais.
A expectativa é que novas operações continuem sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o combate ao crime organizado e reduzindo a capacidade de atuação das facções dentro e fora da Bahia.




