Os moradores da Rua Aureliano de Carvalho estão comemorando a chegada de quebra-molas na via, considerada uma das mais movimentadas da cidade e alvo constante de reclamações por excesso de velocidade, manobras perigosas e perturbação do sossego público.
A reportagem conversou com comerciantes e moradores da região, que relataram anos de preocupação com a imprudência de motociclistas e motoristas que trafegam em alta velocidade pelo local.
O comerciante Emmanuel, morador da rua há mais de 50 anos, afirma que a situação se tornou insustentável. Segundo ele, motociclistas frequentemente realizam manobras perigosas, como empinar motos, principalmente durante a noite.
“Desenvolvem velocidade altíssima. Empinam moto, fazem muito barulho e essa é uma das ruas mais frequentadas por quem gosta de correr”, relatou.
Ele também destacou que diversos acidentes já foram registrados nas proximidades de sua residência. Apesar de não terem ocorrido casos graves, o morador acredita que a falta de controle poderia resultar em tragédias.
“Ainda bem que começaram a enxergar o problema e estão tomando providências”, afirmou.
Outro ponto levantado pelos moradores é a dificuldade enfrentada por idosos e pessoas com mobilidade reduzida para atravessar a via.
“Tem gente que leva mais de 15 minutos para conseguir atravessar de um lado para o outro. Muitos condutores não param e não respeitam ninguém”, disse Emmanuel.
Para ele, a instalação dos quebra-molas representa um avanço importante para a segurança da comunidade, embora ressalte a necessidade de posicionar os dispositivos em pontos estratégicos.
“É uma providência que estávamos precisando muito. Agradecemos por essa iniciativa, porque vai ajudar bastante os moradores”, destacou.
Já o comerciante José Tadeu acredita que apenas os quebra-molas não serão suficientes para resolver o problema. Segundo ele, os acidentes envolvendo motocicletas são frequentes e muitos condutores ignoram qualquer tipo de limite de velocidade.
“Aqui acontecem acidentes constantemente. Não tem 40, 60 ou 80 quilômetros por hora. Tem gente que passa a mais de 100 quilômetros por hora”, afirmou.
Tadeu defende a instalação de radares eletrônicos e uma fiscalização mais rigorosa para coibir os abusos.
“Tem que pesar no bolso. Um radar ajudaria muito mais. Tem motociclista que passa empinando e não respeita quebra-mola”, comentou.
Além da fiscalização eletrônica, o morador sugere mudanças na organização do trânsito da região, incluindo nova sinalização e possíveis alterações no fluxo de veículos.
“Precisamos de mais sinalização e de estudos para reorganizar o trânsito. Só assim teremos mais segurança para quem mora aqui”, acrescentou.
Apesar das divergências sobre a eficácia dos quebra-molas, os moradores concordam que a medida representa um primeiro passo para reduzir os riscos na Rua Aureliano de Carvalho e garantir mais tranquilidade para quem vive e trabalha na localidade.
A comunidade espera agora que novas ações sejam adotadas pelo poder público para combater o excesso de velocidade e aumentar a segurança viária no bairro.




