A corrida eleitoral de 2026 na Bahia será marcada não apenas pela busca por votos, mas também pela capacidade dos partidos e candidatos de estruturar campanhas, arrecadar recursos e conquistar espaço no rádio e na televisão.
Na disputa pelo Governo do Estado, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ao tempo de propaganda eleitoral poderá ter peso importante na estratégia das candidaturas.
Candidatos precisam cumprir regras para arrecadar
Antes de receber recursos de campanha, os candidatos precisam formalizar o pedido de registro, obter CNPJ, abrir conta bancária específica e habilitar a emissão de recibos eleitorais.
Entre as fontes permitidas estão recursos próprios, doações de pessoas físicas, repasses partidários, valores obtidos em eventos e recursos partidários com origem identificada.
Já as doações empresariais são proibidas.
Fundo Eleitoral terá R$ 4,96 bilhões
Para as eleições de 2026, o Fundo Eleitoral terá R$ 4,96 bilhões destinados ao financiamento das campanhas.
A distribuição, porém, não ocorre de forma igual entre partidos e candidatos. As legendas definem seus critérios internos de divisão, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e as cotas obrigatórias de gênero e raça.
Partidos com bancadas maiores na Câmara dos Deputados tendem a ter maior participação na distribuição dos recursos.
Tempo de televisão também depende da força partidária
A propaganda eleitoral gratuita segue lógica semelhante. 10% do tempo é dividido igualmente entre os partidos que atendem aos requisitos legais, enquanto 90% são distribuídos proporcionalmente à representação das legendas na Câmara dos Deputados.
O TSE deverá divulgar até 4 de agosto a tabela com a representação partidária que será utilizada para a distribuição do tempo de rádio e televisão e para os debates.
Candidaturas femininas e negras
A legislação também estabelece regras para a aplicação dos recursos públicos. Os partidos devem destinar no mínimo 30% dos recursos do fundo público às candidaturas femininas, além de observar a proporcionalidade destinada às candidaturas de pessoas negras.
Outro fator importante será a cláusula de desempenho, que estabelece critérios para que os partidos mantenham acesso a recursos públicos e ao tempo de propaganda.
Bahia apresenta desafio logístico
Com 417 municípios e um território extenso, as campanhas baianas também enfrentam um desafio logístico. Recursos são utilizados em atividades como produção audiovisual, material gráfico, contratação de equipes, transporte, combustível e deslocamentos pelo interior.
Nesse cenário, rádio e televisão continuam tendo relevância, principalmente em municípios onde as emissoras locais permanecem entre as principais fontes de informação da população.
Ao mesmo tempo, redes sociais como Instagram, TikTok e WhatsApp ampliaram as possibilidades de comunicação direta entre candidatos e eleitores.
Disputa será marcada por estrutura e alianças
Na Bahia, a capacidade de formar alianças, garantir espaço na propaganda eleitoral e organizar os recursos de campanha deverá fazer parte da estratégia dos principais grupos políticos.
Com a aproximação do período eleitoral, tempo de televisão, Fundo Eleitoral, estrutura partidária e presença nos municípios estarão entre os fatores que poderão influenciar a disputa pelos cargos de governador, senador e deputados em 2026.




