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FUX MANDA SENADO INFORMAR REGISTROS DE ENTRADA E SAÍDA DE VIVIANE MORAES

Ministro Fux

Ministro do STF determinou que Davi Alcolumbre apresente, em até 10 dias, informações sobre acessos de cinco pessoas às dependências do Senado

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (23) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informe, no prazo de 10 dias, os registros de entrada e saída de determinadas pessoas das dependências da Casa.

Entre os nomes estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; o empresário Daniel Vorcaro; José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”; e Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

Decisão partiu de ação baseada na Lei de Acesso à Informação

A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, depois que um pedido baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI) foi negado pelo Senado.

Segundo as informações constantes no documento, a justificativa para a negativa foi de que os registros de acesso de pessoas às dependências do Senado seriam considerados informações de caráter pessoal.

Ao analisar o caso, Fux destacou que, neste momento, o fornecimento dos registros não configuraria “violação da intimidade ou de informações pessoais”.

Caso chegou ao STF após decisão da Justiça Federal

Após ter o pedido negado pelo Senado, Kilter recorreu à Justiça Federal do Paraná. No entanto, a Justiça declarou não ter competência para analisar o caso.

A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que caberia ao Supremo Tribunal Federal analisar um mandado de segurança contra ato do presidente do Senado.

O processo chegou ao STF e Fux foi sorteado como relator na terça-feira (22).

Antes dele, o ministro Alexandre de Moraes havia sido sorteado para relatar a ação, mas declarou-se impedido de atuar no processo. Posteriormente, o caso foi redistribuído e ficou sob relatoria de Fux.

Agora, o presidente do Senado deverá prestar as informações determinadas pelo ministro dentro do prazo de 10 dias.

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