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Delações podem marcar nova etapa do Caso Master; expectativa é sobre quem abrirá o jogo primeiro

vorcaro 01

A investigação envolvendo o chamado Caso Master pode entrar em uma nova fase nos próximos dias. Desde a última sexta-feira, quando a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — decretada dez dias antes pelo ministro André Mendonça —, aumentaram as especulações sobre a possibilidade de uma delação premiada por parte do investigado.

A contratação do criminalista José Luís Oliveira Lima para atuar na defesa de Vorcaro também reforçou nos bastidores a expectativa de que negociações para um eventual acordo de colaboração com as autoridades possam começar ainda nesta semana.

No entanto, Vorcaro não é o único nome citado como possível colaborador nas investigações. Outros personagens envolvidos no escândalo também aparecem como potenciais candidatos a firmar acordos de delação premiada.

Entre eles estão Paulo Sérgio Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da instituição. Ambos foram afastados de suas funções em janeiro e passaram a ter papel central no caso após a decisão do ministro André Mendonça que determinou a segunda prisão de Vorcaro, motivada pela revelação de diálogos considerados comprometedores.

Outro nome citado nas apurações é o de Augusto Lima, ex-principal sócio de Vorcaro.

Também figuram na lista dois ex-diretores ligados ao banco que foram presos em novembro: Luiz Antônio Bull, responsável pelas áreas de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia, e Alberto Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria. Além deles, Ângelo Ribeiro da Silva, apontado como sócio do grupo, também aparece entre os investigados.

As investigações mencionam ainda o policial federal aposentado Marilson Silva, que, segundo as apurações, teria atuado ao lado de outro aliado de Vorcaro em atividades consideradas sensíveis, como monitoramento, espionagem e intimidação de pessoas vistas como adversárias do grupo.

Outro núcleo investigado envolve Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares, apontados pela Operação Compliance Zero como operadores financeiros ligados ao esquema. De acordo com as investigações, ela seria responsável por movimentações financeiras e pela execução de pagamentos associados a supostas atividades ilícitas, além da ocultação de recursos. Já Palhares teria atuado na gestão e operacionalização de recursos do grupo conhecido como “A Turma”.

Diante do número de investigados e da complexidade do caso, cresce a expectativa sobre quem poderá ser o primeiro a firmar um acordo de delação premiada. No meio jurídico, é comum a avaliação de que quem colabora primeiro costuma ter mais benefícios, além de apresentar informações inéditas às autoridades.

Com isso, a corrida silenciosa por um eventual acordo pode se tornar um dos próximos capítulos do Caso Master.

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