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Diesel nas alturas: caminhoneiros enfrentam crise e cogitam parar atividades

caminhoeiro

O aumento constante no preço do diesel tem colocado caminhoneiros em uma situação cada vez mais difícil em todo o país. Em entrevista ao repórter Marcos Paulo, o caminhoneiro Lucineita Silva Santos, de 32 anos, morador do estado de São Paulo e com 9 anos de experiência na estrada, relatou os desafios enfrentados para manter a atividade.

Segundo ele, o valor do combustível tem sido um dos principais obstáculos. “Tá complicado. Tem hora que compensa mais deixar o caminhão parado do que rodar, dependendo do frete”, afirmou. Lucineita também criticou o descumprimento da tabela de frete por parte de empresas e transportadoras. “A tabela não tá valendo. O pessoal não tá cumprindo, e o óleo só aumenta”, disse.

O caminhoneiro destacou ainda a diferença de preços entre estados. Enquanto em São Paulo ele conseguiu abastecer por cerca de R$ 7,40, na Bahia o diesel chega a custar entre R$ 8,20 e R$ 8,30, sendo um dos mais caros do país. Por conta disso, muitos profissionais estão optando por abastecer em estados como Minas Gerais e Alagoas, onde os valores são considerados mais acessíveis.

Lucineita relembra que, quando iniciou na profissão, o diesel custava em torno de R$ 5. “Hoje tá quase R$ 9. Cada dia aumenta mais. Não sei onde isso vai parar”, lamentou.

Diante desse cenário, o desânimo tem tomado conta da categoria. De acordo com ele, muitos caminhoneiros estão repensando a permanência na profissão. “Tem gente falando em encostar o caminhão e procurar outra coisa. Do jeito que tá, não dá mais pra trabalhar”, relatou.

Mesmo com as dificuldades, ele reforça a importância da categoria para o funcionamento do país. “Se parar os caminhoneiros, para tudo”, destacou.

A alta no preço do diesel, aliada ao descumprimento da tabela de frete, acende um alerta para o setor de transporte e para a economia como um todo, já que o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário para o abastecimento de mercadorias.

A reportagem foi realizada nas ruas e integra a cobertura da Rádio Alternativa FM 97.9 e do site canal97.com.br.

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