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Ex-técnica em radiologia denuncia condições de trabalho e suposta interferência de irmã do prefeito no Hospital Municipal de Rio de Contas

Foto web a

Uma ex-técnica em radiologia tornou públicas denúncias envolvendo a gestão do Hospital Municipal de Rio de Contas. Segundo a profissional, identificada como Vivian, sua demissão teria sido motivada por perseguição política. No entanto, os relatos apresentados vão além do desligamento e levantam questionamentos sobre as condições de trabalho na unidade e sobre a suposta influência da irmã do prefeito nas decisões internas do hospital.

De acordo com a ex-servidora, os profissionais do setor de radiologia não recebem a devida valorização profissional, apesar de exercerem uma atividade técnica considerada de risco. Ela afirma que os trabalhadores recebem apenas um salário mínimo e denuncia a suposta falta de dosímetros para monitoramento da exposição à radiação, ausência de equipamentos de proteção adequados e problemas estruturais no setor de raio-X.

As denúncias envolvem não apenas as condições de trabalho dos profissionais, mas também aspectos relacionados à segurança dos pacientes e usuários que utilizam os serviços da unidade hospitalar.

Suposta influência da irmã do prefeito

Outro ponto levantado pela ex-técnica diz respeito à atuação da irmã do prefeito de Rio de Contas. Conforme informações apresentadas em procedimento analisado pelo Ministério Público, ela não possuiria vínculo com o Município. Entretanto, segundo Vivian, a realidade observada dentro do hospital seria diferente.

A ex-servidora afirma que a irmã do gestor exercia influência direta sobre o funcionamento da unidade, interferindo em decisões administrativas e orientando condutas dos servidores. Vivian relata, inclusive, que teria sido impedida de realizar refeições no hospital por determinação de Juliana, fato que considera um exemplo do poder exercido por ela dentro da instituição.

Outros relatos

As alegações não se restringem ao caso da ex-técnica. Conforme relatos atribuídos a outros profissionais que passaram pelo Hospital Municipal, servidores também teriam deixado seus cargos em razão da suposta interferência da irmã do prefeito na rotina da unidade.

Os relatos têm gerado questionamentos sobre qual seria, de fato, a função desempenhada por ela no hospital, especialmente diante da informação apresentada ao Ministério Público de que não existiria vínculo formal com a administração municipal.

Expectativa por esclarecimentos

A aparente divergência entre as informações prestadas ao Ministério Público e os relatos de ex-servidores passou a alimentar questionamentos sobre quem efetivamente exercia influência na gestão do Hospital Municipal de Rio de Contas.

Diante da repercussão das denúncias, cresce a expectativa por esclarecimentos sobre a participação da irmã do prefeito na administração da unidade hospitalar, bem como sobre as condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais da saúde.

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