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Justiça determina que Gol reforce assistência a passageiros com deficiência após ação do MP-BA

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A Justiça determinou que a Gol Linhas Aéreas adote uma série de medidas para garantir atendimento adequado a passageiros com deficiência visual e aos demais Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). A decisão, proferida no último dia 15, atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Saulo Mattos, que apontou falhas na prestação dos serviços de assistência oferecidos pela companhia aérea. Entre os problemas identificados estão dificuldades durante o embarque e desembarque, falta de acompanhamento nos aeroportos, demora no atendimento e barreiras de acessibilidade nos canais digitais da empresa.

Segundo o MP-BA, as falhas representam descumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), da legislação de proteção às pessoas com deficiência e das normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Medidas determinadas pela Justiça

Conforme a decisão judicial, a Gol terá 15 dias, contados a partir da intimação, para implementar diversas medidas destinadas a melhorar o atendimento aos passageiros com necessidades especiais.

Entre as determinações estão:

  • Disponibilizar número suficiente de funcionários capacitados para prestar assistência contínua e prioritária durante todas as etapas da viagem, incluindo embarque, conexões e desembarque;
  • Garantir que passageiros com deficiência não permaneçam na aeronave por mais de 10 minutos após o desembarque dos demais passageiros, salvo em situações excepcionais relacionadas à segurança operacional;
  • Assegurar acompanhamento permanente, impedindo que esses passageiros fiquem desacompanhados em fingers, portões de embarque, salas de espera, áreas restritas ou outras dependências aeroportuárias até deixarem a área operacional ou serem entregues ao acompanhante indicado.

Empresa também deverá ampliar acessibilidade

Além das medidas operacionais, a Justiça determinou que a companhia aérea:

  • Elabore um protocolo específico para atendimento de passageiros com deficiência visual;
  • Adapte o site e os demais canais digitais às normas de acessibilidade;
  • Promova treinamento dos funcionários responsáveis pelo atendimento aeroportuário;
  • Implante um canal telefônico ou digital prioritário para passageiros com deficiência;
  • Disponibilize informações acessíveis sobre os direitos dos passageiros em balcões de atendimento e plataformas digitais;
  • Apresente à Justiça, a cada três meses, relatórios detalhando o atendimento prestado aos passageiros com necessidade de assistência especial.

Objetivo é garantir inclusão e respeito aos direitos

A decisão busca assegurar que pessoas com deficiência tenham acesso a um atendimento adequado, seguro e digno durante toda a viagem, eliminando barreiras que possam comprometer sua autonomia e mobilidade.

O Ministério Público da Bahia destacou que a medida reforça o direito à acessibilidade e à inclusão, garantindo que as companhias aéreas cumpram as normas legais e ofereçam assistência compatível com as necessidades dos passageiros.

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