rês vereadores de Sobral (CE) foram presos preventivamente e afastados de seus mandatos por 180 dias nesta terça-feira (11 de agosto), durante a Operação Omertá, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará em parceria com o Ministério Público Eleitoral (3ª Promotoria Eleitoral) e o Grupo Auxiliar Eleitoral.
Os parlamentares alvos das prisões são Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim do Povo (Podemos). A Justiça Eleitoral também expediu 14 mandados de prisão preventiva, 25 mandados de busca e apreensão e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos no âmbito da operação.
Segundo o Ministério Público do Ceará, as investigações apuram a possível atuação de uma organização criminosa que teria interferido nos processos eleitorais de 2024 e 2026 em Sobral. O grupo investigado supostamente cobrava um “pedágio eleitoral” de cerca de R$ 60 mil para permitir que candidatos realizassem atividades de campanha em determinados bairros. A investigação também apura ameaças e tentativas de coação contra eleitores e agentes políticos.
Durante as buscas foram apreendidos celulares, dinheiro em espécie, documentos e outros materiais. A Câmara Municipal de Sobral deverá encaminhar à Justiça a relação de ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratos temporários, conforme determinado pela operação.
Os crimes sob investigação incluem organização criminosa, extorsão, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral. A investigação corre sob segredo de Justiça, e as prisões decretadas são de natureza cautelar, não configurando condenação.
A nota oficial do Ministério Público não especifica condutas atribuídas individualmente a cada um dos vereadores, razão pela qual não é possível afirmar que eles tenham pessoalmente cobrado ou pago o suposto “pedágio”. Até a última atualização, as defesas dos parlamentares não haviam se manifestado publicamente.





