A Polícia Federal informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) que não encontrou indícios de crime eleitoral envolvendo o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. A conclusão consta em despacho assinado pelo delegado Victor Emmanuel Brito Menezes, após análise de denúncias relacionadas à suposta prática de falsidade ideológica eleitoral e possíveis irregularidades em contratos públicos ligados à gestão municipal.
Segundo a PF, os documentos encaminhados não apresentaram elementos objetivos suficientes para justificar a abertura de inquérito policial na esfera federal. Entre os pontos destacados pela corporação está a ausência de provas concretas nas denúncias, que não continham informações detalhadas como datas, locais específicos ou testemunhas capazes de sustentar os fatos narrados.
A investigação teve início após solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral, que apurava denúncias sobre um possível financiamento oculto de campanha por empresas ligadas a Wilde José Cardoso Tanajura, em troca de futuros contratos públicos na administração municipal.
Durante a análise, a Polícia Federal também verificou despesas relacionadas à estrutura de palco, sonorização e iluminação utilizadas durante a campanha eleitoral. Conforme o despacho, os gastos constam oficialmente na prestação de contas do então candidato e foram aprovados sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.
Ao final da apuração preliminar, a PF concluiu que não foi identificada “linha investigativa capaz de apontar” a inserção de informações falsas para fins eleitorais, afastando, até o momento, a existência de indícios de crime eleitoral por parte do prefeito de Rio de Contas.




