O Partido Progressistas (PP) decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião da cúpula nacional da legenda, realizada em Brasília, e comunicada pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a decisão frustra a expectativa da campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava o apoio da federação formada entre o PP e o União Brasil para fortalecer sua candidatura ao Palácio do Planalto.
União Brasil deve seguir a mesma posição
Como PP e União Brasil integram uma federação partidária, a tendência é que o União Brasil também adote uma postura de neutralidade na disputa presidencial.
De acordo com dirigentes do PP, os diretórios estaduais terão liberdade para definir os apoios locais. Assim, em alguns estados a legenda poderá apoiar candidatos ligados ao PL, enquanto em outros poderá compor alianças com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou outras forças políticas, conforme o cenário regional.
Tentativas de aliança
Ainda segundo a reportagem, a campanha de Flávio Bolsonaro tratava as conversas com Ciro Nogueira como uma das últimas tentativas para conquistar o apoio da federação.
Durante as negociações, também teria sido oferecida à senadora Tereza Cristina (PP-MS) a vaga de candidata a vice-presidente na chapa. A parlamentar, no entanto, recusou o convite, alegando que pretende disputar a presidência do Senado em 2027.
Relação entre Ciro e Flávio
Interlocutores do presidente nacional do PP afirmam que Ciro Nogueira teria demonstrado insatisfação com o distanciamento político adotado por Flávio Bolsonaro após a operação da Polícia Federal que investiga suposta atuação do senador piauiense em benefício do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade e, segundo aliados, considerou insuficiente o apoio recebido de Flávio durante o episódio.
PL busca novos aliados
Com a definição do PP pela neutralidade, o PL deve concentrar esforços para ampliar o diálogo com o Republicanos, partido presidido pelo deputado federal Marcos Pereira.
A legenda ainda avalia qual posição adotará na disputa presidencial. Entre as possibilidades discutidas está a formação de uma aliança com o PL, incluindo a indicação do candidato a vice-presidente.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro defendem o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos, para compor a chapa presidencial.
Apesar das conversas, dirigentes do Republicanos apontam que ainda existem dificuldades para a construção de um acordo nacional, especialmente em razão das negociações envolvendo candidaturas aos governos estaduais.
A definição sobre o posicionamento do Republicanos deverá ocorrer nas próximas semanas, durante as articulações para a formação das alianças eleitorais de 2026.




