As apreensões de canetas emagrecedoras ilegais cresceram significativamente no Brasil nos últimos anos. Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), divulgados pela organização Fiquem Sabendo, parceira do PrimeiroJornal, mostram que a Receita Federal intensificou o combate à entrada irregular desses medicamentos no país.
Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira (21), foram registradas apreensões entre 2024 e junho de 2026, período em que o número de produtos confiscados aumentou de forma expressiva. Enquanto em 2023 haviam sido apreendidas apenas oito unidades, somente nos seis primeiros meses de 2026 foram recolhidas 130.609 unidades, além de 2 quilos de medicamentos.
Bahia ocupa a 11ª posição no ranking nacional
Na Bahia, o estado aparece na 11ª colocação entre as unidades da federação com maior número de apreensões de canetas emagrecedoras.
O valor estimado dos medicamentos apreendidos no estado entre 2024 e junho de 2026 ultrapassa R$ 1,094 milhão. Em todo o país, o valor das apreensões chega a R$ 88,5 milhões, evidenciando o crescimento do mercado ilegal desses produtos.
Os estados do Paraná, com 105.025 unidades apreendidas, e de São Paulo, com 16.845 unidades, lideram o ranking nacional.
Medicamentos mais apreendidos
Entre os produtos encontrados pela Receita Federal, a Tirzepatida lidera o número de apreensões no Brasil, com 111.697 unidades, seguida por:
- Lipoless – 22.806 unidades;
- Mounjaro – 21.884 unidades.
Na Bahia, o medicamento Mounjaro foi o mais apreendido em 2024, com 67 unidades. Já em 2025, a marca respondeu por 82% das apreensões no estado, totalizando 1.458 unidades. No mesmo período, Lipoless e Retatrutida registraram 151 unidades cada.
Em 2026, até o mês de junho, foram apreendidas 22 unidades na Bahia, sendo 20 de Tirzepatida e duas de Semaglutida.
Anvisa proibiu comercialização de medicamentos
O levantamento também destaca que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em novembro do ano passado, resoluções proibindo a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso de alguns medicamentos irregulares utilizados para emagrecimento.
Entre os produtos proibidos estão:
- Lipoless;
- Lipoless Éticos;
- Tirzazep Royal Pharmaceuticals.
As medidas foram adotadas devido à ausência de registro e às irregularidades identificadas nos produtos, que podem representar riscos à saúde dos consumidores.
Alerta para os riscos
Especialistas alertam que o uso de medicamentos para emagrecimento sem prescrição médica e adquiridos por canais clandestinos pode causar sérios danos à saúde. Além da possibilidade de falsificação, esses produtos podem conter substâncias desconhecidas, estar armazenados de forma inadequada ou não atender às exigências sanitárias.
Os dados divulgados reforçam a necessidade de fiscalização contínua por parte dos órgãos competentes e servem de alerta para que a população adquira medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e com orientação médica.




