Na manhã desta quinta-feira, no Fórum Doutora Leonor Abreu, em Brumado, familiares, amigos e moradores do distrito de Itaquaraí se reuniram para acompanhar o julgamento de um caso que ainda causa profunda comoção. Quase três anos após a tragédia que tirou a vida de Ivan e deixou outras pessoas feridas, o sentimento que domina a comunidade é um só: justiça.
O dia 1º de setembro de 2023 permanece vivo na memória de quem viveu de perto aquele momento. Para Kauan Bernard, sobrinho da vítima — carinhosamente chamado de “Popotinho” —, as lembranças ainda são difíceis de traduzir em palavras.
“Foi um dia muito complicado, uma tragédia sem explicação. Só lembro do barulho… é uma coisa que mexe muito com a gente. Ele era um tio incrível, uma pessoa importante pra todo mundo”, relata emocionado.
Kauan conta que estava em casa, sentado na varanda, quando ouviu o impacto. Pouco depois, a confirmação do que havia acontecido trouxe desespero e incredulidade. Ao chegar ao local, se deparou com uma cena que jamais esquecerá.
O caso, que segundo familiares não se trata de um simples acidente, mas de uma ação intencional, segue sendo motivo de revolta. “Na minha visão foi proposital. É muito complicado… não tem nem como explicar”, completa.
A dor também é compartilhada por outros membros da comunidade. Maico Silva Teixeira destaca o impacto coletivo da perda e a indignação diante da situação.
“É muito triste. Um pai de família, trabalhador, sem rivalidade com ninguém, ter a vida tirada dessa forma. A gente só quer justiça. Não queremos guerra, queremos que a lei seja cumprida.”
Durante o julgamento, moradores se manifestaram com cartazes em frente ao fórum, reforçando o pedido por justiça. Para Solene Bernardes, moradora de Itaquaraí, a espera foi longa, mas a esperança permanece.
“Já se passaram quase três anos. A justiça é lenta, mas acreditamos que não vai ficar impune. A comunidade está confiante.”
Entre os familiares, a dor segue intensa. Clemilton Aguiar Silva, primo da vítima, descreve o sofrimento contínuo enfrentado pela família.
“É uma dor que não tem explicação. Perder alguém assim, de forma tão violenta, corta o coração da gente. Não existe remédio que cure.”

Ele relembra ainda que, no momento da tragédia, moradores chegaram a tentar fazer justiça com as próprias mãos, mas foram contidos.
“A revolta foi grande, mas Deus acalmou a gente. Acreditamos que a justiça dos homens e a de Deus será feita.”
Além da vítima fatal, outras pessoas ficaram feridas no ocorrido, o que amplia ainda mais a gravidade do caso e reforça o clamor da população por uma resposta firme da Justiça.
Agora, todas as atenções se voltam para o desfecho do julgamento. Para uma comunidade marcada pela dor e pela saudade, a decisão representa mais do que um veredito: é a esperança de que a justiça finalmente traga algum alívio a uma ferida que ainda está longe de cicatrizar.




