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Caminhonete do Corpo de Bombeiros é flagrada em obra ligada a ex-comandante na Bahia

Comandante

Uma caminhonete pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi flagrada sendo utilizada em uma obra de reforma em um imóvel ligado ao ex-comandante da corporação, coronel Adson Marchesini. O caso ocorreu em Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo jornal Correio. Segundo a publicação, o imóvel está localizado na Rua do Sossego e consta formalmente em nome de Adla Angelini Almeida, apontada como irmã de consideração de Marchesini. O ex-comandante, no entanto, confirmou ser o proprietário da residência.

Moradores da região relataram que a obra envolveu um alto investimento e passou por mudanças significativas ao longo da reforma. “Ele vinha acompanhar a obra. Quase demoliu a casa inteira”, afirmou uma vizinha, sob condição de anonimato.

De acordo com a reportagem, a reforma teve início há mais de um ano e foi concluída há cerca de quatro meses. Durante esse período, uma caminhonete modelo L200 Triton, registrada em nome do Corpo de Bombeiros, teria sido utilizada para transportar materiais de construção. Imagens mostram um homem retirando blocos de cimento do veículo, além de outro trabalhador na carroceria. À época dos registros, Marchesini ainda exercia o comando da corporação.

Em março deste ano, o ex-comandante anunciou pré-candidatura a deputado federal. Ele havia sido exonerado do cargo em abril do ano passado.

Procurado para comentar o caso, Marchesini negou uso irregular do veículo oficial. Segundo ele, o automóvel estava à sua disposição enquanto ocupava o cargo e era utilizado em deslocamentos para acompanhar a obra. “Posso ter levado alguma coisa quando fui. É normal, mas carregar material, não, nunca”, afirmou.

Sobre as imagens divulgadas, o ex-comandante demonstrou incômodo e reiterou que não houve irregularidades. Ele afirmou ainda que a casa foi construída por empresa contratada e entregue pronta, negando ter realizado transporte de materiais ou mudanças por conta própria.

O caso levanta questionamentos sobre o uso de bens públicos e pode ser alvo de apuração pelos órgãos competentes.

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