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Câmara aprova projeto que limita sigilo sobre gastos públicos e amplia transparência

plenario

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21) um Projeto de Lei que reforça as regras de transparência na administração pública e restringe a aplicação de sigilo sobre despesas do governo. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) e estabelece que gastos relacionados ao custeio e à representação de agentes públicos não poderão mais ser classificados como sigilosos.

Entre as despesas que deverão ter divulgação obrigatória estão diárias, passagens, hospedagens, alimentação, aquisição de bens e gastos realizados por meio de suprimento de fundos.

Segundo o texto aprovado, informações financeiras envolvendo a administração pública não poderão ser ocultadas sob justificativa de sigilo, ampliando o acesso da população aos dados sobre uso do dinheiro público.

Viagens oficiais também terão regras mais rígidas

O projeto também determina que, em viagens de autoridades brasileiras ou estrangeiras, apenas informações estritamente ligadas à segurança poderão permanecer restritas.

Com isso, os gastos relacionados às viagens oficiais deverão ser divulgados normalmente, impedindo a ocultação de despesas pagas com recursos públicos.

Revisão automática de sigilo

Outro ponto previsto na proposta é a criação de mecanismos para revisão de informações classificadas como sigilosas.

De acordo com o texto, caso a Comissão Mista de Reavaliação de Informações não analise um pedido de revisão em até 120 dias, o sigilo será automaticamente retirado.

Além disso, o Congresso Nacional passará a ter competência para revisar classificações de sigilo e decisões da comissão por meio de decreto legislativo aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Punições mais severas

A nova legislação também endurece as penalidades para agentes públicos que utilizarem o sigilo de informações de forma indevida.

A prática de esconder dados para obter vantagem pessoal, beneficiar terceiros ou encobrir irregularidades passará a ser considerada ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

A proposta foi aprovada em meio ao debate nacional sobre transparência pública e acesso às informações governamentais. Caso seja aprovada pelo Senado e sancionada, as novas regras passarão a valer em todo o país.

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