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Operação Robótica: Polícia Federal investiga desvio de recursos da educação e cumpre mandados na Bahia

PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Robótica, com o objetivo de apurar suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à educação. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no município de Serrinha, na região sisaleira da Bahia.

A operação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga possíveis irregularidades em um contrato de aproximadamente R$ 8,8 milhões, firmado para a aquisição de kits de robótica e livros destinados a estudantes da rede municipal de ensino.

Contrato é alvo de investigação

De acordo com a Polícia Federal, os recursos utilizados no contrato são oriundos dos Precatórios do Fundef e de repasses regulares do Fundeb.

As investigações apontam indícios de diversas irregularidades, entre elas:

  • Direcionamento da contratação;
  • Simulação de pesquisas de preços;
  • Superfaturamento por sobrepreço;
  • Pagamento por itens que não teriam sido entregues;
  • Possíveis desvios de recursos públicos;
  • Desvio de finalidade na utilização dos equipamentos adquiridos.

Segundo as análises realizadas até o momento, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 3,4 milhões em razão do superfaturamento identificado.

Investigação começou em 2023

A apuração teve início em 2023 e vem sendo conduzida pela Polícia Federal com apoio técnico da Controladoria-Geral da União.

Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo reunir novas provas que possam fortalecer as investigações e esclarecer a participação dos envolvidos nas supostas irregularidades.

Crimes investigados

Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme o andamento das apurações, pelos crimes de:

  • Associação criminosa;
  • Frustração do caráter competitivo de licitação;
  • Fraude em licitação ou contrato administrativo;
  • Peculato-desvio mediante superfaturamento e pagamento por itens não entregues.

A PF informou que as investigações continuam e novas diligências poderão ser realizadas para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos recursos públicos destinados à educação.

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