As obras da Ponte Salvador–Itaparica seguem avançando e já geram aproximadamente 600 empregos diretos e indiretos. Os trabalhadores cumprem jornadas de oito horas diárias, com atividades também aos sábados em regime de horas extras, acelerando o cronograma do maior projeto de infraestrutura da Bahia.
Na terça-feira (5), representantes da concessionária responsável pelo empreendimento abriram as portas do canteiro de obras, instalado na área que pertencia à Petrobras, em Maragogipe, para apresentar o andamento dos trabalhos e esclarecer dúvidas que têm circulado nas redes sociais.
Segundo o secretário da Ponte Salvador–Itaparica, Mateus Dias, o projeto prevê investimentos da ordem de R$ 12 bilhões, provenientes de recursos públicos e privados.
Desse montante, cerca de R$ 3 bilhões serão investidos pelo Governo da Bahia, outros R$ 3 bilhões pelo Governo Federal, enquanto a iniciativa privada será responsável pelos R$ 6 bilhões restantes, por meio de recursos próprios e financiamentos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos de desenvolvimento chineses.
“O projeto alcança cerca de 250 municípios baianos e beneficia aproximadamente 6 milhões de pessoas. Estimamos um retorno econômico e social superior a R$ 40 bilhões ao longo da operação da ponte”, destacou o secretário.
Três frentes de trabalho
O empreendimento está dividido em três grandes frentes. Em Salvador, o antigo prédio da Petrobras, localizado no bairro do Comércio, passa por reforma para abrigar a sede administrativa da concessionária, das empresas executoras e da Secretaria da Ponte. A previsão é que o espaço esteja em funcionamento até setembro.
Apesar disso, as intervenções urbanas na capital baiana devem começar apenas em 2028, após a conclusão das etapas consideradas mais complexas da obra.
Maior desafio será o vão central
De acordo com Mateus Dias, o principal desafio de engenharia será a construção do vão central da ponte.
As torres terão aproximadamente 250 metros de altura, sendo que uma delas será construída sobre o leito da Baía de Todos-os-Santos, em uma profundidade de cerca de 46 metros, praticamente o dobro da profundidade máxima da Ponte Rio-Niterói.
Oxidação do aço não compromete a obra
O secretário também esclareceu uma dúvida levantada recentemente nas redes sociais sobre a aparência das estruturas metálicas utilizadas na construção.
Segundo ele, a oxidação superficial observada em algumas peças é uma característica natural do aço e faz parte do processo de proteção do material, não representando qualquer comprometimento da qualidade ou da segurança da estrutura.
“Se alguém disser que a obra mal começou e o aço já está enferrujado, isso não é verdade. Essa oxidação faz parte das características do material e funciona como proteção da estrutura. Além disso, essas peças não ficarão expostas após a conclusão da obra”, explicou.
Considerada uma das maiores obras de infraestrutura em execução no Brasil, a Ponte Salvador–Itaparica promete transformar a logística e a mobilidade na Bahia, beneficiando milhões de pessoas e impulsionando o desenvolvimento econômico de diversas regiões do estado.




