A Agência Nacional do Petróleo (ANP) colocou sua estrutura de fiscalização em alerta para garantir o cumprimento das novas regras federais de abastecimento e manter a estabilidade do setor de combustíveis. Apesar de descartar risco de desabastecimento no país — com atenção especial à Bahia —, a agência reconhece que a alta nos preços ao consumidor tende a ocorrer, influenciada pela volatilidade do mercado internacional e pela necessidade de buscar novos fornecedores diante de conflitos recentes.
Em entrevista ao Grupo A TARDE, a diretora da ANP, Symone Araújo, destacou que a transparência é essencial para assegurar que os postos atuem dentro da legalidade. Segundo ela, o consumidor pode identificar possíveis irregularidades relacionadas ao preço, à qualidade ou ao volume dos combustíveis.
A diretora também reforçou a importância da participação da população. “Os cidadãos devem utilizar os canais de denúncia, como o número 0800 disponível nas bombas. Essas informações funcionam como ferramenta de inteligência, orientando ações de fiscalização mais precisas e eficazes”, afirmou.
Apesar do cenário de atenção, Symone garantiu que as cadeias de suprimento nacionais seguem preservadas, sem previsão de interrupções logísticas no curto prazo.
Para reforçar a proteção ao consumidor, a ANP deve intensificar a fiscalização, assegurando que as diretrizes do governo federal sejam cumpridas pelas distribuidoras. A agência também reforça uma mensagem de tranquilidade, destacando a estabilidade operacional do setor energético, mesmo diante de crises externas.
Medidas adotadas pela ANP:
- Fiscalização reforçada: equipes permanecem em alerta para garantir o cumprimento das medidas federais;
- Monitoramento logístico: cadeias de suprimento seguem íntegras, sem sinais de interrupção no curto prazo;
- Gestão de fornecedores: possibilidade de substituição de supridores, sem prejuízo ao fluxo de combustíveis;
- Comunicação ao consumidor: apesar da tendência de alta nos preços, não há risco imediato de desabastecimento.




