Uma sentença proferida no dia 21 condenou um homem a 10 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado pelos crimes de associação criminosa, disponibilização e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil, conforme artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A condenação é resultado da investigação da Operação Lobo Mau, desencadeada em outubro de 2024 para combater redes de abuso sexual infantil na internet.
Conforme a denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA), cujo teor foi acolhido pela Justiça, perícia técnica comprovou que o condenado mantinha em seu celular arquivos contendo imagens de exploração sexual contra crianças e adolescentes, e distribuía esse material a terceiros por meio de aplicativos de mensagem, integrando uma estrutura criminosa dedicada à circulação desse conteúdo ilegal.
A Operação Lobo Mau foi conduzida simultaneamente em 20 estados brasileiros, com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) do MPBA, em parceria com a Polícia Civil e o Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (Nercca). A operação resultou em prisões em flagrante em Salvador e Correntina.
O MPBA alerta pais e responsáveis para a importância de monitorar mudanças de comportamento em crianças e adolescentes, especialmente em ambientes virtuais, e de denunciar quaisquer suspeitas de violência sexual.
Campanhas como “Se você repara, deve ajudar a parar” e “Cuidado não pode ficar só no off” orientam famílias sobre sinais de abuso e incentivam denúncias. Informações e suporte estão disponíveis no site www.falafilho.com.br.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos, pelo Disque 127 do MPBA ou nas Promotorias de Justiça estaduais. Os processos relacionados tramitam em segredo de justiça para proteção das vítimas.



