Um morador da comunidade de Itaquaraí, na zona rural, está fazendo um apelo público para que vizinhos e demais moradores da região deixem de descartar galhos de árvores e outros resíduos em um terreno próximo à sua casa, que fica ao lado de um posto de saúde.
João Batista conta que o local, usado como passagem de crianças que vão para a escola, vem sendo tratado como área de descarte, apesar de não ser apropriado para isso.
“Já vi muitas pessoas que vêm na minha casa e falam: João, deixa eu te falar aqui, aqui é descarte de lixo. Eu falo pra pessoa que não é descarte de lixo. Quando a pessoa não tem um bom senso, não tem uma educação, um respeito com a gente, acaba jogando lixo num local que é proibido”, relatou.
Segundo ele, quem joga os resíduos no local tem caminhão e carro para transportar o material até um destino adequado. O problema, diz, é que muitos preferem fazer a limpeza dos próprios quintais e descartar tudo ali, sem se preocupar com as consequências.
Riscos apontados pelo morador
Entre as preocupações apresentadas por João Batista está a possibilidade de o acúmulo de galhos e entulho servir de abrigo para animais peçonhentos, como cobras e escorpiões.
“Joga esse lixo lá onde vai acasalar uma cobra, vai ficar ali naquele local um escorpião, o que for mais, um inseto. E aí já a pessoa tá passando, uma criança ali, uma cobra dessa vem e sai de dentro desse mato”, afirmou.
Ele também reclama do impacto visual e do incômodo causado pela sujeira nas proximidades da sua casa e da unidade de saúde.
Fumaça e problemas de saúde
João Batista relatou ainda episódios de queima dos galhos acumulados no terreno. Segundo ele, em uma das ocasiões, ocorrida no período das festas juninas, o fogo foi ateado de madrugada e a fumaça invadiu a residência.
“Eles botaram fogo, era essa festa de umas três horas da manhã. Aí a gente ficou dentro de casa passando mal, sentindo aquele cheiro de fumaça forte, aqueles bagaços de cinza. Quando foi no outro dia, a casa tava preta de cinza”, contou.
Ele afirma que a filha, que estava em casa na ocasião, sentiu dificuldades para respirar por causa da fumaça.
“Pai, que fumaça é essa? Pai, eu tô me sentindo sufocando aqui”, relatou o morador, ao reproduzir o que a filha dizia naquele momento.
João Batista disse que só percebeu a gravidade da situação no dia seguinte, ao encontrar a casa coberta de cinza e o terreno onde os galhos haviam sido acumulados completamente queimado.
Apelo à comunidade
O morador pede que quem precisa fazer podas de árvores procure um local adequado para o descarte, evitando o terreno próximo à sua casa e ao posto de saúde.
Ele destaca que, por se tratar de área rural, há diversos espaços disponíveis para esse tipo de destinação e ressalta que a mudança de atitude depende da conscientização de cada morador.
A reportagem pede que os moradores da região evitem o descarte irregular de resíduos e a queima de galhos em áreas próximas a residências, escolas e unidades de saúde, prática que pode provocar incêndios, problemas respiratórios e a proliferação de animais peçonhentos.




