Um dos grandes nomes do axé music, artista estava internado após a recidiva de um linfoma não Hodgkin
O cantor Netinho, um dos principais nomes do axé music e intérprete do sucesso “Milla”, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador.
O artista estava internado no Hospital Aliança Star desde 30 de setembro, após a recidiva de um linfoma não Hodgkin, diagnosticado em 2025. A causa da morte ainda não foi detalhada. Informações sobre velório e sepultamento também não haviam sido divulgadas até a publicação desta matéria.
No fim de setembro, a equipe do cantor informou que ele havia decidido se afastar temporariamente das redes sociais para concentrar suas energias no tratamento e na recuperação. Netinho havia contado aos fãs, em maio deste ano, que o câncer retornara de forma mais agressiva.
Trajetória marcada pelo axé
Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ainda criança, mudou-se com a família para Salvador, cidade onde iniciou sua relação com a música.
Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, grupo com o qual emplacou “Beijo na Boca”. Em 1993, iniciou carreira solo e tornou-se um dos artistas responsáveis pela popularização do axé music no Brasil.
Seu maior sucesso foi “Milla”, lançado na década de 1990 e transformado em um dos clássicos do gênero. A música integrou o álbum Netinho ao Vivo!, de 1996, e ajudou a consolidar o cantor nacionalmente.
Ao longo da carreira, Netinho também ficou conhecido por canções como “A Vida é Festa”, “Capricho dos Deuses”, “Estrela Primeira” e “Barracos”. O cantor realizou apresentações dentro e fora do país e se tornou uma das figuras emblemáticas do Carnaval da Bahia.
Tratamento contra o câncer
Netinho revelou em março de 2025 que havia sido diagnosticado com um câncer do sistema linfático. Ele havia procurado atendimento após sentir fortes dores nas pernas e nas costas e apresentar dificuldade para caminhar. Na ocasião, foi internado no Hospital Aliança Star e iniciou acompanhamento onco-hematológico.
Após sessões de quimioterapia, o cantor informou que a doença havia entrado em remissão. Em maio de 2026, porém, anunciou o retorno do linfoma e retomou o tratamento. No fim de setembro, foi internado novamente e se afastou das atividades públicas.




