Ministro da Casa Civil classificou episódio como “deslealdade” após vice-governador pedir que aliados viralizassem conteúdo crítico em grupo de WhatsApp
Crise política na base governista
Uma crise política nos bastidores da base governista da Bahia colocou frente a frente o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o vice-governador do estado, Geraldo Júnior (MDB-BA).
De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, Rui tem defendido que Geraldo seja retirado da chapa que disputará o governo da Bahia nas eleições de outubro. A reação ocorre após o vice-governador encaminhar mensagens em um grupo de WhatsApp com críticas e pedidos para que aliados divulgassem ataques ao ministro.
A interlocutores, Rui Costa teria classificado o episódio como um ato de “deslealdade” e sinalizado que não pretende apoiar a chapa caso Geraldo Júnior permaneça como candidato a vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Caso chegou à cúpula do PT
O episódio chegou à direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), onde foi interpretado como uma possível quebra de confiança dentro do grupo político que governa o estado.
Nos bastidores, o partido discute a formação de uma chapa considerada “puro-sangue”, reunindo nomes de peso do PT na disputa estadual. Entre os cotados estariam Rui Costa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o próprio governador Jerônimo Rodrigues.
Mensagem em grupo político
O estopim da crise teria sido uma mensagem enviada por Geraldo Júnior em um grupo de WhatsApp chamado “Personalidades”, que reúne políticos baianos.
Na conversa, o vice-governador compartilhou um artigo crítico às ações de Rui Costa e pediu que os integrantes ajudassem a disseminar o conteúdo. O pedido foi direto: “manda viralizar”.
O texto, atribuído ao perfil “Política e Bastidores”, descreve o ministro da Casa Civil como “um elefante em loja de cristais”, ao comentar supostas articulações políticas conduzidas por Rui.
Artigo critica articulação política
A publicação aponta que Rui Costa estaria conduzindo movimentos políticos com base em interesses próprios e reorganizando o cenário político da base aliada. O texto também cita articulações envolvendo o partido Avante.
“Nos corredores, a leitura é direta: Rui atua como um elefante em loja de cristal, reorganizando o espaço à sua maneira, mesmo que provoque ruídos”, diz um trecho do artigo compartilhado no grupo.
Vice-governador não comentou
Procurado para comentar o caso, Geraldo Júnior não respondeu até o momento. O espaço segue aberto para eventual manifestação.
Matéria do Portal Metrópoles




