Na Rua Virgílio Rizério, no bairro Baraúnas, próximo à Pracinha de Ivã, uma moradora vive dias de medo e incerteza. Aos 70 anos, Dona Francisca, que reside há quase quatro décadas no mesmo endereço, relata que a casa onde mora apresenta diversas rachaduras e sinais de comprometimento estrutural.
Construída em adobão, a residência é antiga e, segundo a moradora, os problemas vêm se agravando com o passar do tempo. “Já tem bastante tempo que está com essas rachaduras, mas não posso consertar”, afirma. Recentemente, parte da estrutura cedeu, o que aumentou ainda mais a preocupação. “Passei a noite toda sentada, com medo de ficar aqui dentro”, conta.

Além das rachaduras nas paredes e buracos que se formam na base da casa, Dona Francisca enfrenta outro problema: o banheiro está inutilizável. A fossa do quintal está entupida, e o banheiro, segundo ela, também corre risco de desabar. Como alternativa, ela precisou improvisar um vaso no quintal para atender às necessidades básicas.
Com medo de que a casa possa cair, Dona Francisca passou a dormir em um pequeno cômodo nos fundos do terreno. Ela vive com o filho, de 39 anos, que, de acordo com a mãe, é deficiente e depende de benefício social para sobreviver.
Diante da situação, a moradora faz um apelo para que a Defesa Civil realize uma avaliação técnica no imóvel. “Vem olhar se eu posso ficar aqui dentro de casa ou não, porque eu estou com medo”, pede.
A reportagem do canal97 esteve no local e constatou as diversas rachaduras na estrutura da residência. A expectativa é que o órgão responsável faça uma vistoria para avaliar os riscos e orientar a família sobre as medidas necessárias.
A comunidade agora aguarda um posicionamento das autoridades para garantir a segurança de Dona Francisca e de seu filho.




