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Influenciador ligado à página ‘Choquei’ é preso em operação que também deteve MC Ryan SP e MC Poze do Rodo

O influenciador goiano Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser criador da página Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15), em Goiânia, durante uma operação da Polícia Federal. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e movimentações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. Além dele, também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros influenciadores digitais, como Chrys Dias, que possui milhões de seguidores nas redes sociais. A página administrada por Raphael reúne mais de 27 milhões de seguidores apenas no Instagram, sendo uma das maiores do segmento de notícias e entretenimento do país. O influenciador também foi alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com dados da Receita Federal, Raphael é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página, ambas sediadas em Goiânia. Uma delas foi criada em 2019, enquanto a outra foi aberta dois anos depois. Em nota ao portal g1, a defesa do influenciador afirmou que a relação dele com os fatos investigados se limita à prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa. “Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada”, declarou a defesa. Operação Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava mecanismos para ocultar e dissimular recursos financeiros, incluindo operações de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram encontradas armas e objetos de valor, incluindo um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Prefeita de Aracatu é alvo de denúncia por supostas irregularidades em licitação do Minha Casa, Minha Vida

A prefeita de Aracatu, Braulina Lima Silva, é alvo de uma denúncia que aponta supostas irregularidades no processo de licitação para a construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no município. De acordo com o Processo nº 09086e26, publicado em 15 de abril de 2026, a representação questiona pontos do Edital de Concorrência Eletrônica nº 001/2026-CP, que prevê a contratação de empresa especializada para execução das obras. A denúncia levanta suspeitas sobre possíveis falhas no procedimento licitatório, especialmente em relação ao cumprimento das normas que regem a administração pública, como legalidade, transparência e competitividade. Parecer da relatora No voto apresentado no processo, a relatora destacou a necessidade de análise criteriosa dos elementos constantes na denúncia, com o objetivo de verificar se houve, de fato, irregularidades no edital. Segundo o parecer, procedimentos licitatórios devem seguir rigorosamente os princípios previstos na legislação, garantindo igualdade de condições entre os participantes e evitando qualquer tipo de restrição indevida à competitividade. A relatora também ressaltou que, caso sejam confirmadas inconsistências no edital, poderão ser adotadas medidas para correção do processo, incluindo eventual suspensão ou ajustes no certame, a fim de assegurar a legalidade da contratação pública. Andamento do caso O processo ainda está em fase de tramitação, sem decisão definitiva até o momento. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar a responsabilidade dos envolvidos. A licitação em questão trata de um projeto relevante para o município, já que envolve a construção de moradias populares destinadas a famílias de baixa renda, por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Até o momento, a Prefeitura de Aracatu não se manifestou oficialmente sobre o caso. A redação do Canal 97 informa que irá procurar a prefeita Braulina Lima Silva para que preste esclarecimentos sobre os fatos. O espaço segue aberto para manifestação.

STF barra mudança de nome das Guardas Municipais e reafirma competências

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no último dia 13 de abril de 2026, que prefeituras de todo o país não podem alterar o nome das Guardas Municipais para “Polícia Municipal”. A medida reforça o que estabelece a Constituição Federal e busca evitar conflitos e distorções no sistema de segurança pública. A decisão foi tomada durante o julgamento da ADPF 1214, que analisava a tentativa da cidade de São Paulo de mudar o nome da Guarda Civil Metropolitana. A alteração havia sido aprovada por meio de emenda à Lei Orgânica do município em 2025, mas acabou suspensa pela Justiça paulista. Relator do caso, o ministro Flávio Dino destacou que a Constituição é clara ao definir o papel das guardas municipais. Conforme o artigo 144, parágrafo 8º, essas instituições têm como função a proteção de bens, serviços e instalações públicas, sem exercer atividade de polícia ostensiva. O entendimento do STF também reforça o que já está previsto em legislações federais, como a Lei nº 13.022/2014 (Estatuto Geral das Guardas Municipais) e a Lei nº 13.675/2018, que organiza o sistema de segurança pública no país. Na prática, a decisão impede que municípios ampliem, ainda que simbolicamente, o papel das guardas por meio da mudança de nomenclatura. Para o Supremo, esse tipo de alteração pode gerar confusão sobre as atribuições reais dessas instituições e comprometer a clareza para a população. Outro ponto considerado foi o impacto administrativo. O Tribunal de Justiça de São Paulo já havia apontado que a mudança exigiria gastos elevados com uniformes, viaturas, documentos oficiais e comunicação institucional. No voto, o relator ressaltou que permitir denominações diferentes poderia gerar inconsistências e prejudicar a uniformidade jurídica em todo o país. Apesar de entidades ligadas às guardas municipais defenderem a mudança como forma de valorização da categoria, o STF entendeu que essa valorização deve respeitar os limites estabelecidos pela Constituição. Com a decisão, fica padronizado em todo o Brasil o uso da expressão “Guardas Municipais”, reforçando os limites legais e a organização do sistema de segurança pública. Tese fixada pelo STF “Por determinação do art. 144, § 8º, da Constituição Federal, regulamentado pelas Leis nº 13.022/2014 e nº 13.675/2018, aplica-se a expressão ‘Guardas Municipais’ em todo o território nacional, sendo vedada a substituição por ‘Polícia Municipal’ e denominações similares.”

Ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, é liberado nos Estados Unidos

Ramagem havia sido preso na última segunda (13), em Orlando, e levado a uma unidade de detenção na Flórida O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou a prisão nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15). Ele havia sido detido na última segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, segundo informações da Polícia Federal (PF). Após a detenção, Ramagem foi encaminhado a um centro de custódia no Condado de Orange, onde permaneceu em cela separada. Já nesta quarta, o nome dele não constava mais na lista de detidos da unidade nem no sistema do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE). De acordo com apuração da TV Globo, o ex-deputado foi liberado às 14h52 no horário local (15h52 em Brasília). Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as condições da soltura, e a Polícia Federal informou que aguarda novas informações sobre o caso. Ramagem deixou o Brasil em 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo as investigações, ele teria integrado o núcleo central de uma articulação que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Ainda conforme a PF, o ex-parlamentar saiu do país de forma clandestina antes da conclusão do julgamento. Informações indicam que ele atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e, posteriormente, seguiu para os Estados Unidos. Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça comunicou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem foi encaminhado ao governo norte-americano. A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA no dia 30 de dezembro de 2025. Aliados afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos. Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que possibilitou sua detenção por autoridades estrangeiras. Mesmo fora do país, Ramagem sofreu sanções administrativas e políticas. Em dezembro, teve o mandato de deputado federal cassado pela Câmara. Além disso, o passaporte diplomático foi cancelado e, por determinação do STF, seus vencimentos parlamentares foram bloqueados. Quem é Alexandre Ramagem Delegado da Polícia Federal desde 2005, Alexandre Ramagem ganhou notoriedade ao atuar na segurança do então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Posteriormente, foi nomeado diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), período que é alvo de investigações sobre suposto uso irregular da estrutura do órgão, no caso conhecido como “Abin paralela”. Em 2020, chegou a ser indicado para o comando da Polícia Federal, mas a nomeação foi suspensa pelo STF. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Nas eleições de 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro e terminou em segundo lugar.

Morte de policial em Tancredo Neves está ligada à investigação sobre tráfico de drogas

Policial foi baleado durante investigação em Tancredo Neves, na capital baiana As primeiras apurações da Polícia Civil apontam indícios sobre os possíveis autores do homicídio do investigador Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, morto a tiros na manhã desta quarta-feira (15), no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. De acordo com informações iniciais, o policial, lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), estava em diligência com uma equipe da unidade quando investigava uma denúncia sobre a reativação de um ponto de venda de drogas na região. O local já havia sido desativado anteriormente, em dezembro de 2025, pela própria polícia. O caso passou a ser tratado como prioridade pela Polícia Civil, que atua com equipes de investigação e inteligência para identificar e prender os responsáveis pelo crime. A apuração está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), com o apoio de diversos departamentos especializados, incluindo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), o Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), o Departamento de Investigações Criminais (DEIC), o Departamento de Inteligência Policial (DIP) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Mais de 900 vagas: SineBahia abre oportunidades em diversas cidades da Bahia nesta quinta-feira

O SineBahia divulgou, nesta quinta-feira (16), a oferta de 924 vagas de emprego em diversas cidades do estado. As oportunidades são intermediadas pelo órgão, vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre). As vagas estão distribuídas entre os municípios de Barreiras (115), Caetité (5), Camaçari (28), Candeias (25), Feira de Santana (63), Ilhéus (34), Itabuna (113), Itapetinga (49), Jequié (213), Lauro de Freitas (45), Salvador (61), Simões Filho (14), Valença (44) e Vitória da Conquista (107). Entre os destaques estão 100 vagas para costurador de calçados e 70 para jovem aprendiz na mesma função, em Jequié. Também há oportunidades para pedreiro (34 vagas) e servente de obras (21) em Vitória da Conquista, além de 21 vagas para recapador de pneus em Barreiras e 18 para auxiliar de linha de produção em Feira de Santana. Para se candidatar, é necessário comparecer a uma unidade do SineBahia no município onde a vaga está disponível. No local, os candidatos podem consultar a lista completa de oportunidades. É importante apresentar carteira de trabalho (física ou digital), RG, CPF, comprovantes de residência e escolaridade, além de certificados de cursos, caso sejam exigidos. A maioria das unidades realiza atendimento sem necessidade de agendamento, mas quem preferir pode agendar previamente pelo site oficial ba.gov.br. Os endereços e contatos das unidades estão disponíveis no portal da Setre. Em geral, os atendimentos acontecem nas unidades do SAC ou Ponto SAC. Confira algumas oportunidades por cidade: Barreiras: destaque para eletricista de linha morta (16 vagas), recapador de pneus (21), repositor (15) e vendedor externo (8). Feira de Santana: auxiliar de linha de produção (18 vagas), recepcionista, promotor de vendas e auxiliar de limpeza estão entre as funções disponíveis. Itabuna: há vagas para diversas áreas, como eletricista de rede (9), operador de guindaste (5), mecânico de refrigeração (4), além de oportunidades para profissionais da saúde e administrativos. Jequié: concentra o maior número de vagas, com destaque para o setor calçadista, além de oportunidades na construção civil e comércio. Salvador: oportunidades para ajudante de carga, mecânico, carpinteiro, cozinheiro, técnico eletrônico e vendedor de serviços. Vitória da Conquista: vagas para pedreiro (13), servente de obras (15), auxiliar de limpeza, cozinheiro e vendedor. As demais cidades também contam com oportunidades em diferentes áreas e níveis de escolaridade. O SineBahia reforça que as vagas são atualizadas frequentemente e podem ser preenchidas ao longo do dia. Por isso, é recomendável que os interessados procurem atendimento o quanto antes.

Prisão em Iuiu: exame de DNA aponta padrasto como responsável por gravidez de adolescente

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde desta quarta-feira (15), um homem de 32 anos suspeito de estupro de vulnerável no distrito de Pindorama, zona rural do município de Iuiu, na região de Guanambi. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Iuiu, com apoio do GATTI Semiárido, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça. De acordo com a polícia, as investigações avançaram após a apuração de um caso envolvendo uma adolescente de 12 anos. As diligências foram iniciadas assim que os agentes tomaram conhecimento da situação, com o objetivo de reunir provas, esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o suspeito. Segundo a Polícia Civil, o homem foi localizado e preso após o resultado de um exame de DNA confirmar a paternidade da criança. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a conduta investigada foi enquadrada, em tese, como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. Após a prisão, o suspeito foi autuado e permanece à disposição da Justiça. A corporação informou que as investigações continuam para o completo esclarecimento do caso. O episódio passou a ser tratado com prioridade pelas autoridades desde que a adolescente deu à luz no Hospital Geral de Guanambi (HGG), no dia 10 de março. A partir desse momento, a identificação da paternidade e a responsabilização criminal se tornaram pontos centrais da apuração. No início das investigações, pessoas do convívio da vítima chegaram a ser apontadas como suspeitas e negaram envolvimento. Com o nascimento da criança, o exame de DNA tornou-se peça fundamental para o andamento do inquérito e para a comprovação dos fatos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Por envolver vítima menor de idade, outros detalhes não foram divulgados oficialmente.

Lula anuncia envio ao Congresso de projeto para encerrar a escala 6×1 ainda nesta semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o governo federal deve encaminhar ainda nesta semana ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A iniciativa deve ser apresentada em paralelo a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita na Câmara dos Deputados sobre o mesmo tema. Segundo Lula, a proposta do Executivo prevê a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. O presidente defende que a medida pode ser viabilizada a partir dos ganhos de produtividade impulsionados pelo avanço tecnológico e pela modernização das relações de trabalho. Antes do envio oficial do texto, Lula deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar a tramitação da proposta no Legislativo. Hugo Motta já sinalizou que o eventual envio de um projeto de lei pelo governo não deve interferir no andamento da PEC que trata do fim da escala 6×1, em discussão na Câmara desde o ano passado. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de setores produtivos como indústria, comércio e agricultura, que demonstram preocupação com possíveis impactos na produtividade e nos custos operacionais. Diante desse cenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) marcou para esta semana uma audiência pública com representantes desses setores para debater os efeitos da proposta. Atualmente, o texto ainda está na fase inicial de tramitação, em análise sobre sua constitucionalidade antes de avançar para as próximas etapas no Congresso.

Choque entre Poderes: como uma articulação política enterrou parecer da CPI contra ministros do STF e PGR

O texto listava supostos crimes de responsabilidade atribuídos aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. O relatório final da CPI do Crime Organizado, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs de forma inédita o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República no âmbito do caso envolvendo o banco Master. A medida abriu uma nova tensão entre o Congresso e o Judiciário. O parecer, no entanto, foi rejeitado por seis votos a quatro após forte reação dentro do próprio STF e movimentações políticas que envolveram o Palácio do Planalto, o Centrão e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com isso, o texto acabou sendo esvaziado e não apresentou qualquer outro indiciamento relacionado ao escândalo envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro ou ao crime organizado investigado pela comissão. Vieira apresentou o relatório na manhã de ontem, último dia de funcionamento do colegiado. O documento citava supostos crimes de responsabilidade atribuídos aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Caso fosse aprovado, o resultado poderia ampliar a pressão por pedidos de impeachment no Senado, instância responsável por julgar autoridades dessa natureza. A tramitação, porém, dependia do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que já sinalizou resistência a esse tipo de avanço. Sem mencionar diretamente a CPI, o senador criticou o clima de confronto entre Poderes e classificou a situação como uma “agressão permanente às instituições republicanas”. O parecer acabou sendo derrotado após reações dentro do STF, onde ministros passaram a falar em possível “abuso de autoridade” por parte de parlamentares e até em eventuais consequências como inelegibilidade. Paralelamente, articulações políticas envolvendo o governo federal e partidos do Centrão ajudaram a reconfigurar a maioria dentro da comissão, garantindo a rejeição do texto. A CPI do Crime Organizado foi instalada após a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, impulsionada por uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha que resultou em 122 mortes. A comissão tinha como objetivo inicial investigar facções criminosas e propor medidas de combate ao crime organizado, mas ao longo dos trabalhos passou a incluir também o caso do banco Master e suspeitas envolvendo agentes públicos. No relatório, Toffoli foi citado por sua atuação como relator em processos relacionados ao banco, incluindo decisões sobre sigilo e impedimento. Já Moraes e Gilmar foram apontados por decisões que, segundo o texto, teriam limitado o alcance das investigações da CPI e invalidado diligências como quebras de sigilo. O procurador-geral Paulo Gonet foi mencionado por suposta omissão em determinados episódios. As críticas ao relatório repercutiram fortemente no STF. Durante sessão da Segunda Turma, ministros como Gilmar Mendes e Dias Toffoli se manifestaram contra o conteúdo do documento. Gilmar classificou o relatório como uma “cortina de fumaça”, enquanto Toffoli o chamou de “excrescência” e criticou o que considerou um uso político da CPI. O ministro Flávio Dino também classificou o episódio como um “erro histórico”. Já o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota oficial repudiando a inclusão dos ministros no relatório. Ao longo do dia, a sessão da CPI foi marcada por intensas disputas internas e pela tentativa de acelerar a votação diante do risco de paralisação dos trabalhos. Mudanças na composição da comissão, com a saída de parlamentares contrários à rejeição e a entrada de novos membros alinhados ao governo, foram decisivas para o resultado final. Após a votação, o relator Alessandro Vieira criticou a atuação do governo e afirmou que houve interferência política na condução da comissão, além de tensionar a relação com o STF ao afirmar que “ninguém é dono do país”.

Baixo nível marca sessões da Câmara de Brumado e revolta população

O que se tem visto nas sessões da Câmara de Vereadores de Brumado está longe do que a população espera de um Poder Legislativo minimamente comprometido com o interesse público. Em vez de debates qualificados, projetos relevantes e soluções concretas para os problemas da cidade, o plenário tem sido ocupado, em diversos momentos, por discussões rasas, provocações e verdadeiras “picuinhas”. É ainda mais grave quando se considera que os vereadores contam com apenas uma sessão ordinária por semana. Ou seja, o pouco tempo disponível, que deveria ser tratado como prioridade absoluta para o avanço de pautas importantes, acaba sendo desperdiçado com conflitos pessoais e disputas que não trazem qualquer benefício para a população. O resultado é um cenário preocupante: um Legislativo que, em vez de cumprir seu papel de fiscalizar, propor e representar, se distancia da realidade da cidade e das necessidades urgentes da população. Enquanto isso, problemas estruturais seguem sem a devida atenção. Como se não bastasse o baixo nível dos debates, um episódio recente escancarou ainda mais a desconexão com a realidade da população. A fala de um vereador, que repercutiu em todo o Brasil, ao afirmar que o salário de cerca de R$ 13 mil “não dá nem para fazer uma feira”, gerou indignação e críticas. A declaração caiu como um símbolo do distanciamento entre parte dos parlamentares e a realidade da maioria dos cidadãos. A postura soa, no mínimo, incoerente. Afinal, cobrar valorização enquanto se entrega pouco — ou quase nada — em termos de produtividade e seriedade institucional só reforça a insatisfação popular. A Câmara não é espaço para vaidade, disputa de ego ou encenação política. É um ambiente que exige responsabilidade, preparo e, principalmente, compromisso com quem está do lado de fora esperando respostas. A população de Brumado não precisa de mais barulho — precisa de trabalho. E, pelo que tem sido apresentado, é justamente isso que está faltando.