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Mais de 900 vagas: SineBahia abre oportunidades em diversas cidades da Bahia nesta quinta-feira

O SineBahia divulgou, nesta quinta-feira (16), a oferta de 924 vagas de emprego em diversas cidades do estado. As oportunidades são intermediadas pelo órgão, vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre). As vagas estão distribuídas entre os municípios de Barreiras (115), Caetité (5), Camaçari (28), Candeias (25), Feira de Santana (63), Ilhéus (34), Itabuna (113), Itapetinga (49), Jequié (213), Lauro de Freitas (45), Salvador (61), Simões Filho (14), Valença (44) e Vitória da Conquista (107). Entre os destaques estão 100 vagas para costurador de calçados e 70 para jovem aprendiz na mesma função, em Jequié. Também há oportunidades para pedreiro (34 vagas) e servente de obras (21) em Vitória da Conquista, além de 21 vagas para recapador de pneus em Barreiras e 18 para auxiliar de linha de produção em Feira de Santana. Para se candidatar, é necessário comparecer a uma unidade do SineBahia no município onde a vaga está disponível. No local, os candidatos podem consultar a lista completa de oportunidades. É importante apresentar carteira de trabalho (física ou digital), RG, CPF, comprovantes de residência e escolaridade, além de certificados de cursos, caso sejam exigidos. A maioria das unidades realiza atendimento sem necessidade de agendamento, mas quem preferir pode agendar previamente pelo site oficial ba.gov.br. Os endereços e contatos das unidades estão disponíveis no portal da Setre. Em geral, os atendimentos acontecem nas unidades do SAC ou Ponto SAC. Confira algumas oportunidades por cidade: Barreiras: destaque para eletricista de linha morta (16 vagas), recapador de pneus (21), repositor (15) e vendedor externo (8). Feira de Santana: auxiliar de linha de produção (18 vagas), recepcionista, promotor de vendas e auxiliar de limpeza estão entre as funções disponíveis. Itabuna: há vagas para diversas áreas, como eletricista de rede (9), operador de guindaste (5), mecânico de refrigeração (4), além de oportunidades para profissionais da saúde e administrativos. Jequié: concentra o maior número de vagas, com destaque para o setor calçadista, além de oportunidades na construção civil e comércio. Salvador: oportunidades para ajudante de carga, mecânico, carpinteiro, cozinheiro, técnico eletrônico e vendedor de serviços. Vitória da Conquista: vagas para pedreiro (13), servente de obras (15), auxiliar de limpeza, cozinheiro e vendedor. As demais cidades também contam com oportunidades em diferentes áreas e níveis de escolaridade. O SineBahia reforça que as vagas são atualizadas frequentemente e podem ser preenchidas ao longo do dia. Por isso, é recomendável que os interessados procurem atendimento o quanto antes.

Prisão em Iuiu: exame de DNA aponta padrasto como responsável por gravidez de adolescente

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde desta quarta-feira (15), um homem de 32 anos suspeito de estupro de vulnerável no distrito de Pindorama, zona rural do município de Iuiu, na região de Guanambi. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Iuiu, com apoio do GATTI Semiárido, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça. De acordo com a polícia, as investigações avançaram após a apuração de um caso envolvendo uma adolescente de 12 anos. As diligências foram iniciadas assim que os agentes tomaram conhecimento da situação, com o objetivo de reunir provas, esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o suspeito. Segundo a Polícia Civil, o homem foi localizado e preso após o resultado de um exame de DNA confirmar a paternidade da criança. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a conduta investigada foi enquadrada, em tese, como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. Após a prisão, o suspeito foi autuado e permanece à disposição da Justiça. A corporação informou que as investigações continuam para o completo esclarecimento do caso. O episódio passou a ser tratado com prioridade pelas autoridades desde que a adolescente deu à luz no Hospital Geral de Guanambi (HGG), no dia 10 de março. A partir desse momento, a identificação da paternidade e a responsabilização criminal se tornaram pontos centrais da apuração. No início das investigações, pessoas do convívio da vítima chegaram a ser apontadas como suspeitas e negaram envolvimento. Com o nascimento da criança, o exame de DNA tornou-se peça fundamental para o andamento do inquérito e para a comprovação dos fatos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Por envolver vítima menor de idade, outros detalhes não foram divulgados oficialmente.

Lula anuncia envio ao Congresso de projeto para encerrar a escala 6×1 ainda nesta semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o governo federal deve encaminhar ainda nesta semana ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A iniciativa deve ser apresentada em paralelo a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita na Câmara dos Deputados sobre o mesmo tema. Segundo Lula, a proposta do Executivo prevê a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. O presidente defende que a medida pode ser viabilizada a partir dos ganhos de produtividade impulsionados pelo avanço tecnológico e pela modernização das relações de trabalho. Antes do envio oficial do texto, Lula deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar a tramitação da proposta no Legislativo. Hugo Motta já sinalizou que o eventual envio de um projeto de lei pelo governo não deve interferir no andamento da PEC que trata do fim da escala 6×1, em discussão na Câmara desde o ano passado. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de setores produtivos como indústria, comércio e agricultura, que demonstram preocupação com possíveis impactos na produtividade e nos custos operacionais. Diante desse cenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) marcou para esta semana uma audiência pública com representantes desses setores para debater os efeitos da proposta. Atualmente, o texto ainda está na fase inicial de tramitação, em análise sobre sua constitucionalidade antes de avançar para as próximas etapas no Congresso.

Choque entre Poderes: como uma articulação política enterrou parecer da CPI contra ministros do STF e PGR

O texto listava supostos crimes de responsabilidade atribuídos aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. O relatório final da CPI do Crime Organizado, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs de forma inédita o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República no âmbito do caso envolvendo o banco Master. A medida abriu uma nova tensão entre o Congresso e o Judiciário. O parecer, no entanto, foi rejeitado por seis votos a quatro após forte reação dentro do próprio STF e movimentações políticas que envolveram o Palácio do Planalto, o Centrão e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com isso, o texto acabou sendo esvaziado e não apresentou qualquer outro indiciamento relacionado ao escândalo envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro ou ao crime organizado investigado pela comissão. Vieira apresentou o relatório na manhã de ontem, último dia de funcionamento do colegiado. O documento citava supostos crimes de responsabilidade atribuídos aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Caso fosse aprovado, o resultado poderia ampliar a pressão por pedidos de impeachment no Senado, instância responsável por julgar autoridades dessa natureza. A tramitação, porém, dependia do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que já sinalizou resistência a esse tipo de avanço. Sem mencionar diretamente a CPI, o senador criticou o clima de confronto entre Poderes e classificou a situação como uma “agressão permanente às instituições republicanas”. O parecer acabou sendo derrotado após reações dentro do STF, onde ministros passaram a falar em possível “abuso de autoridade” por parte de parlamentares e até em eventuais consequências como inelegibilidade. Paralelamente, articulações políticas envolvendo o governo federal e partidos do Centrão ajudaram a reconfigurar a maioria dentro da comissão, garantindo a rejeição do texto. A CPI do Crime Organizado foi instalada após a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, impulsionada por uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha que resultou em 122 mortes. A comissão tinha como objetivo inicial investigar facções criminosas e propor medidas de combate ao crime organizado, mas ao longo dos trabalhos passou a incluir também o caso do banco Master e suspeitas envolvendo agentes públicos. No relatório, Toffoli foi citado por sua atuação como relator em processos relacionados ao banco, incluindo decisões sobre sigilo e impedimento. Já Moraes e Gilmar foram apontados por decisões que, segundo o texto, teriam limitado o alcance das investigações da CPI e invalidado diligências como quebras de sigilo. O procurador-geral Paulo Gonet foi mencionado por suposta omissão em determinados episódios. As críticas ao relatório repercutiram fortemente no STF. Durante sessão da Segunda Turma, ministros como Gilmar Mendes e Dias Toffoli se manifestaram contra o conteúdo do documento. Gilmar classificou o relatório como uma “cortina de fumaça”, enquanto Toffoli o chamou de “excrescência” e criticou o que considerou um uso político da CPI. O ministro Flávio Dino também classificou o episódio como um “erro histórico”. Já o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota oficial repudiando a inclusão dos ministros no relatório. Ao longo do dia, a sessão da CPI foi marcada por intensas disputas internas e pela tentativa de acelerar a votação diante do risco de paralisação dos trabalhos. Mudanças na composição da comissão, com a saída de parlamentares contrários à rejeição e a entrada de novos membros alinhados ao governo, foram decisivas para o resultado final. Após a votação, o relator Alessandro Vieira criticou a atuação do governo e afirmou que houve interferência política na condução da comissão, além de tensionar a relação com o STF ao afirmar que “ninguém é dono do país”.

Baixo nível marca sessões da Câmara de Brumado e revolta população

O que se tem visto nas sessões da Câmara de Vereadores de Brumado está longe do que a população espera de um Poder Legislativo minimamente comprometido com o interesse público. Em vez de debates qualificados, projetos relevantes e soluções concretas para os problemas da cidade, o plenário tem sido ocupado, em diversos momentos, por discussões rasas, provocações e verdadeiras “picuinhas”. É ainda mais grave quando se considera que os vereadores contam com apenas uma sessão ordinária por semana. Ou seja, o pouco tempo disponível, que deveria ser tratado como prioridade absoluta para o avanço de pautas importantes, acaba sendo desperdiçado com conflitos pessoais e disputas que não trazem qualquer benefício para a população. O resultado é um cenário preocupante: um Legislativo que, em vez de cumprir seu papel de fiscalizar, propor e representar, se distancia da realidade da cidade e das necessidades urgentes da população. Enquanto isso, problemas estruturais seguem sem a devida atenção. Como se não bastasse o baixo nível dos debates, um episódio recente escancarou ainda mais a desconexão com a realidade da população. A fala de um vereador, que repercutiu em todo o Brasil, ao afirmar que o salário de cerca de R$ 13 mil “não dá nem para fazer uma feira”, gerou indignação e críticas. A declaração caiu como um símbolo do distanciamento entre parte dos parlamentares e a realidade da maioria dos cidadãos. A postura soa, no mínimo, incoerente. Afinal, cobrar valorização enquanto se entrega pouco — ou quase nada — em termos de produtividade e seriedade institucional só reforça a insatisfação popular. A Câmara não é espaço para vaidade, disputa de ego ou encenação política. É um ambiente que exige responsabilidade, preparo e, principalmente, compromisso com quem está do lado de fora esperando respostas. A população de Brumado não precisa de mais barulho — precisa de trabalho. E, pelo que tem sido apresentado, é justamente isso que está faltando.

Mudança à vista: reforma administrativa será feita na Prefeitura de Brumado

Uma reforma administrativa na Prefeitura de Brumado deverá movimentar os bastidores políticos do município nos próximos dias. A expectativa é de que mudanças importantes sejam anunciadas, com a substituição de vários secretários da gestão municipal. De acordo com informações apuradas, a reestruturação será conduzida com o objetivo de reorganizar setores estratégicos e dar mais agilidade à administração pública. Com isso, nomes que atualmente ocupam cargos de primeiro escalão serão substituídos, enquanto novos gestores deverão assumir pastas consideradas essenciais. A reforma será marcada por ajustes internos e também por articulações políticas, já que parte das mudanças deverá considerar o alinhamento da gestão com novos apoios e prioridades administrativas. Nos bastidores, a expectativa é de que áreas como infraestrutura, saúde e administração estejam entre as que poderão passar por alterações, embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido divulgados. A Prefeitura ainda não confirmou oficialmente os nomes que serão substituídos nem os que deverão assumir as secretarias. A expectativa é que o anúncio completo da reforma administrativa seja feito nos próximos dias. A movimentação será acompanhada de perto por lideranças políticas e pela população, já que as mudanças deverão impactar diretamente a condução dos serviços públicos no município.

Motoristas de aplicativo realizam protesto contra proposta de regulamentação do setor

Motoristas de aplicativo realizaram, na manhã desta terça-feira (14), um protesto em São Paulo contra pontos do Projeto de Lei 152/2025, que propõe a regulamentação dos serviços de transporte por app e também de entrega. O ato chamou atenção na cidade: os trabalhadores percorreram avenidas importantes em carreata até a Praça Charles Miller, no Pacaembu, em uma mobilização para pressionar o Congresso. A votação do projeto, que estava prevista para acontecer hoje, acabou sendo adiada. A proposta é de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE) e foi retirada da pauta a pedido do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), na noite anterior. O que está em jogo? O projeto traz mudanças importantes para quem trabalha com aplicativos. Entre os principais pontos estão: Protesto e insatisfação Quem está na rua não esconde a preocupação. Para muitos motoristas, o projeto pode piorar as condições de trabalho. “O objetivo é unir todos os motoristas, de carro e moto, para barrar esse relatório que prejudica a categoria”, afirmou Thiago Luz, um dos coordenadores do movimento. Ele também destacou que a ideia é continuar com as mobilizações: “Vamos seguir em carreata para chamar atenção até que essa proposta seja retirada”. Representando os entregadores, Júnior Freitas foi ainda mais direto e criticou duramente o texto. “Esse projeto precariza o trabalhador e não atende nenhuma das nossas demandas”, afirmou. Segundo ele, há uma percepção de que o texto favorece mais as empresas do que os profissionais. O que dizem as empresas? Do outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia também se manifestou. Em nota, a entidade reconheceu que o projeto ainda precisa de ajustes. Entre os pontos de atenção citados estão a criação de uma taxa mínima no delivery e possíveis limitações nas taxas cobradas pelas plataformas. Segundo a associação, essas medidas podem impactar o equilíbrio do mercado, afetando tanto a renda dos trabalhadores quanto o acesso da população aos serviços. A entidade também levantou preocupação com possíveis mudanças jurídicas, que poderiam gerar insegurança para empresas e trabalhadores. Apesar disso, a Amobitec afirmou que vê avanços no texto e reforçou que pretende continuar participando das discussões para buscar uma regulamentação mais equilibrada.

Proprietários de veículos com placas 3 e 4 garantem 8% de desconto no IPVA

Ainda dá tempo de garantir o desconto de 8% no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos com placas de finais 3 e 4. O benefício é válido para quem quitar o tributo em cota única até os dias 29 e 30 de abril, respectivamente. Para obter mais informações, o contribuinte pode acessar o Balcão Virtual da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), disponível no site www.sefaz.ba.gov.br, enviar e-mail para faleconosco@sefaz.ba.gov.br ou entrar em contato pelos telefones 0800 071 0071 (ligações de telefone fixo) e (71) 3319-2500/2501 (celular ou fixo). Outra alternativa é o parcelamento do imposto em até cinco vezes, porém sem desconto. Nesse caso, a primeira parcela deve ser paga nas mesmas datas do vencimento da cota única com desconto: dia 29 para placas de final 3 e dia 30 para placas de final 4. Já neste mês, também vence a segunda parcela para os contribuintes que aderiram ao parcelamento em março — com vencimento no dia 29 para placas de final 1 e no dia 30 para placas de final 2. Quem optar pelo pagamento em cota única com desconto pode quitar o imposto via Pix, por meio do portal www.ba.gov.br. Basta acessar com login e senha e selecionar o serviço “Pagar licenciamento cota única – emissão do DAE”. O pagamento também pode ser realizado pelos canais das instituições parceiras da Sefaz-BA, como Banco do Brasil, Bradesco e Bancoob. A consulta ao calendário de pagamento pode ser feita no site da Sefaz-BA, acessando o menu “Inspetoria Eletrônica”, seguido de “IPVA” e “Calendário”. As datas variam conforme o número final da placa. O prazo final para regularizar a documentação do veículo coincide com o vencimento da quinta parcela do imposto. Pagamento antecipado Até o dia 25 de fevereiro, os contribuintes baianos puderam quitar o IPVA com 15% de desconto em cota única. A modalidade foi escolhida por quase 520 mil proprietários, o equivalente a cerca de um quinto da frota tributável do estado, que soma aproximadamente 2,7 milhões de veículos. Segundo dados da Sefaz-BA, houve crescimento de 19,8% no número de pagamentos antecipados em 2026, em comparação com 2025. Do total, 357.649 pagamentos foram realizados por moradores do interior e 161.997 por contribuintes da capital, conforme informou o diretor de Arrecadação, Augusto Guenem. Alertas do Detran O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) alerta que a regularização do veículo não depende apenas do pagamento do IPVA. É necessário quitar também taxas de licenciamento e eventuais multas. Outro ponto importante é a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo eletrônico (CRLV-e). O documento não é mais enviado pelos Correios e deve ser acessado digitalmente ou impresso pelo próprio contribuinte. Ele pode ser gerado pelo portal www.ba.gov.br e armazenado no celular para apresentação quando necessário. Fonte: Ascom/Sefaz-BA

Sem rótulos, ACM Neto aposta em resultados e critica modelo atual da Bahia

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), comentou as classificações ideológicas que o colocam como um nome da direita e aliado de setores da extrema-direita no cenário político estadual. Em entrevista concedida nesta terça-feira (14) ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89.3, com transmissão pela BNews TV, ele evitou adotar rótulos e destacou sua trajetória política com apoios diversos. Segundo ACM Neto, a população está mais interessada nos resultados práticos da gestão pública do que em classificações ideológicas. Ele citou sua atuação à frente da Prefeitura de Salvador como exemplo, ressaltando avanços em áreas como assistência social, educação, saúde e políticas de proteção social, além das medidas adotadas durante a pandemia. “Eu nunca gostei desses rótulos. O que importa é o resultado do trabalho. Na minha gestão, realizamos projetos importantes e enfrentamos momentos difíceis, como a pandemia, com responsabilidade e cuidado com as pessoas”, afirmou. O ex-prefeito também destacou que pretende apresentar um projeto político alternativo para a Bahia, em contraposição ao grupo que governa o estado há cerca de duas décadas. Sem entrar em detalhes sobre alianças, ele afirmou que há um sentimento de insatisfação por parte da população em relação às promessas não cumpridas ao longo dos últimos anos. “Existe um projeto para a Bahia que vai se contrapor ao atual modelo. Muitas pessoas criaram expectativas que não foram atendidas, e isso precisa ser discutido”, concluiu.

CPI: relatório cita Master como “conexão” para o crime organizado

Um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aponta indícios de que o Banco Master teria atuado como elo entre o sistema financeiro e estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado. O caso é tratado como um dos mais graves já apurados no país e já mobiliza investigações da Polícia Federal, além da análise de possíveis crimes de responsabilidade por autoridades. De acordo com o material divulgado à imprensa, o Banco Master ocupa posição central no relatório, sendo citado como um dos exemplos mais emblemáticos de irregularidades financeiras recentes. O documento menciona um crescimento acelerado da instituição, acompanhado de movimentações bilionárias consideradas atípicas, além do uso de mecanismos sofisticados que podem ter sido utilizados para ocultar recursos de origem ilícita. Ainda segundo o relatório, a complexidade das operações e a limitação de recursos técnicos disponíveis levaram os investigadores a apresentarem, neste momento, os indícios identificados. A avaliação é de que o caso pode motivar a criação de uma CPI específica, enquanto já segue sob apuração da Polícia Federal, especialmente no que se refere a crimes comuns e à eventual responsabilização de autoridades. O documento também destaca tentativas de ocultação de valores por meio de estruturas reguladas, que teriam sido utilizadas de forma indevida para atender interesses do crime organizado. Diante disso, há recomendação para aprofundamento das investigações no âmbito do Legislativo e monitoramento contínuo das operações relacionadas à instituição e seus envolvidos. O caso ganhou novos desdobramentos após a decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, em 18 de novembro de 2025. A medida foi adotada diante de irregularidades, como a comercialização de títulos sem lastro. Desde então, surgiram apontamentos sobre possíveis conexões entre o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, e agentes públicos de diferentes esferas, ampliando o alcance das investigações. Especialistas avaliam que o avanço das apurações pode resultar na responsabilização de pessoas físicas e jurídicas, além de provocar a atuação mais incisiva de órgãos de controle e fiscalização voltados à prevenção de lavagem de dinheiro. O episódio reacende o debate sobre a eficácia dos mecanismos de regulação e supervisão do sistema financeiro, especialmente em operações consideradas de alto risco. Diante desse cenário, autoridades e instituições reforçam a importância de aprofundar as investigações para esclarecer eventuais conexões entre recursos ilícitos e o sistema financeiro formal. O caso do Banco Master passa a ser visto como um alerta sobre possíveis fragilidades no setor e a necessidade de maior rigor na fiscalização.